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Poesia Enfeitiçada

Era uma vez uma floresta encantada onde mora uma bruxa malvada. Com os seus amigos vive em harmonia, exceto nos dias de bruxaria. Os feitiços que faz são de rir à gargalhada:
- Anda, vem comigo ler esta Poesia Enfeitiçada!

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Dedos Acesos

Que ninguém espere da poesia, ou mesmo da prosa poética de Vanda Paz, um caso de poesia métrica, fónica, gramatical ou mesmo significantemente certinha e bem comportada. Ela faz gala em, como poetisa, não o ser, embora no mais o seja. A lógica consequência é que a sua poesia também o não é. Mas entendamo-nos: reside aí, no essencial, o toque da sua originalidade. Rima, pouco. Só quando calha. Métrica só assim-assim. Como poetiza, Vanda Paz não gosta de talas. O que a atrai é, formalmente, um assumido anarquismo poético. Mas o resultado é uma poesia...a que não falta sedução e encanto."

António de Almeida Santos

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Brisas do Mar

Na poesia de Vanda Paz, os sentimentos e as memórias, estendem-se metamorfoseiam-se, as emoções pontificam na plenitude do sentir.

Emoções essas que se espraiam em vagas ora agitadas ora tomadas pela mansidão, como mar extenuado de tão intenso, intenso no querer, intenso no desejo, intenso na dor, intenso no amor e na paixão, intenso na ânsia de viver.

Vanda Paz caldeia na perfeição, a dor, o amor e a vida, com a natureza e o mar, na demanda da serenidade feita poesia, vagueia sem remorsos pelos campos, por jardins, por montes e praias, pela beira-mar, onde não resiste ao descaminho da alma, para depois a reencontrar em cada poema, mesmo que para isso as vagas de tormentos tenham de ser esmagadas impiedosamente nos rochedos, onde se redime e cria.

É assim que a autora serve aos seus leitores um delicado mas intenso néctar de sentidos e sentimentos, só possível de ser produzido por alguém que ama verdadeiramente tudo quanto a rodeia.

E se alguém tiver dúvidas, a resposta já está dada: “ O poema faz-se no peito”. Assim o escreveu a autora.


António Paiva