ALTAmente

Cruzado o silêncio de cada es pe ra, parecia agora que as rodas tinham encontrado o seu caminho – a vida também. As teias, ALTAmente brilhantes, começaram a estender-se à frente dos olhos e encharcavam o es pa ço com a ilusão de que tudo estava bem – como o tempo. Mas GRANDE era o engano e a pressssssa, porque a vida fugia-lhe pelos dedos e corria: + 1 vez. O negro do horizonte voltava repeTITIvamente dia após dia – como tu. As marés alternavam-se e o mar crescia, crescia, crescia até rebentar pela boca da enseada – como os teus lábios. Mas o es pa ço sublinhado tornou-se looongoooo e curto o pensamento: tu viras-te as costas e o caminho ficou vazio . VOLTA… VOLTA… volta… mas tu não voltaste – como a maré. Fiz-me grão de areia perdido no teu olhar com a ajuda do vento.

Não te esqueças de mim!

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