Dueto eterno

É quando me agarras as palavras

pela cintura

e me envolves na dança de um poema

que me desarmas.


Em tom de tango

contornas-me o corpo

e resgatas-me a alma

num movimento sublime e intenso.


O fado dos teus lábios nos meus

é o dueto eterno em que navegamos

neste rio onde te recebo ao sabor da lua.


Tenho sede de ti.

Seca-me a voz quando te respiro

e te sinto ancorado

naquele miradouro à procura de nós.


Não me deixes agora,

devolve-me a esperança


de encontrar aquilo que fomos

e juntos despertarmos o abraço,

o beijo e o prazer de sermos um só.




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